segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A visão de cada um

Dois homens, muito enfermos, ocupavam uma mesma enfermaria em um grande hospital. A única comunicação com o exterior era uma janela.
Um deles tinha sua cama próxima à janela e, todos os dias, sentava-se na cama e olhava através da janela. O outro que era totalmente paralizado, pedia ao colega que descrevesse o que via do outro lado.
Ele falava de um grande parque, grama verde, árvores frondosas e flores, muitas flores, em canteiros muito bem cuidados. E as crianças? O lugar era repleto de crianças que riam, brincavam... Alguns casais iam namorar à sombra das árvores.
O homem da cama ao lado escutava com atenção e quase podia ver o que o outro descrevia tão minuciosamente e com tanta emoção.
Certo dia, o bondoso companheiro começou a passar mal. Enfermeiras correram, o médico foi chamado, mas tudo em vão. O homem morreu.
Na manhã seguinte, o homem que não tinha movimentos, pediu para que o colocassem na cama próxima à janela e que ficara vaga. A enfermeira atendeu ao pedido e saindo do quarto, o homem fez um esforço sobre humano e conseguiu apoiar-se nos cotovelos e olhar pela janela. Ela viu apenas um enorme, alto e feio muro de pedras.
Chamou a enfermeira e perguntou onde estava o lindo parque que seu companheiro de dor via e descrevia. A enfermeira admirou-se e disse: “não há nenhum parque nesta rua e, o senhor que faleceu e era seu companheiro de quarto era cego das duas vistas. Ele não podia ver nada”.
A vida tem o colorido que a pessoa lhe dá. A paisagem se torna cinzenta ou plena de luz de acordo com as lentes que servem a pessoa para olhá-la.
Sofrer a enfermidade e se fechar na dor ou enfeitar de vivas cores o quadro que vive, é opção individual.
Há os que sofrem pouco e se desesperam, aumentando sua carga e há os que sofrem muito e se dizem tranqüilos, padecendo serenos.
- desconheço o autor -

Hoje é Dia Mundial de Luta contra a AIDS. Post especial, AQUI.

Até amanhã!

Nenhum comentário: